Agronegócio cresce e fecha mais um ano como carro-chefe da economia brasileira

O agronegócio brasileiro continua sendo o grande carro-chefe da economia do Brasil. Mesmo com a queda de 3,5% no PIB Agropecuário no terceiro trimestre deste ano, divulgado pelo IBGE na última terça-feira (3), o agro brasileiro deve crescer 6,5% em 2013, enquanto o PIB nacional deve avançar apenas 1%. Nos primeiros seis meses deste ano, a agropecuária cresceu expressivos 12,3% e, de janeiro a setembro, 8,1%.


Para Eduardo Daher, Diretor executivo da Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal), dois principais motivos levaram a esse resultado abaixo da expectativa: o problema da infraestrutura logística no país - apontado constantemente como um dos maiores gargalos da produção rural brasileira – e, outro fator ainda mais urgente, as pragas que estão se alastrando sem controle pelas lavouras. “A burocracia dos órgãos regulatórios no Brasil para aprovar novas tecnologias tem sido muito mais lenta do que as pragas que se multiplicam nas lavouras”, destaca.

Daher reforça que os produtores de grãos sentiram o maior impacto dos prejuízos com as novas pragas, como Helicoverpa armígera, mosca-branca, buva e mofo-branco, e que ainda não contam com tecnologias eficientes para o seu manejo. “Somente no estado da Bahia, na última safra, a Helicoverpa gerou prejuízos de mais de R$ 2 bilhões aos produtores de soja e algodão”, lembra o executivo. Para 2013/14, um levantamento da Embrapa mostrou que a lagarta já chegou às regiões do Matopiba e centro-sul, maiores polos produtivos do país.

Comparado ao mesmo período de 2012, o PIB agropecuário de julho a agosto deste ano recuou 1%, pior resultado desde 2009. “Sem estímulo à pesquisa e à inovação, a falta de novas tecnologias que protejam as nossas lavouras – e evitem as perdas na produção - pode continuar sendo um entrave ao desenvolvimento da atividade mais importante para o país”, aponta Daher. Ele enfatiza que há alguns anos o agronegócio tem garantido o crescimento da economia e completa: “está evidente que cuidar e investir na produção rural brasileira é defender a soberania nacional”.

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