Como é produzido um defensivo agrícola?

Os defensivos agrícolas têm um dos processos de regulamentação e aprovação mais rígidos do mundo. Existem, atualmente, diversos tratados internacionais que regulam o desenvolvimento, produção e comercialização desses produtos. No Brasil, a Andef e suas associadas atuam, por meio de suas áreas de Regulamentação Federal e Estadual, de forma a harmonizar os rigorosos requerimentos científicos de ordem agronômica, ambiental e toxicológica.

 
Pré-screening
Período em que as moléculas são estudadas e os novos princípios ativos são identificados. Nessa fase, são realizados milhões de testes ao longo de um ano.
 
Screening
Na segunda etapa de desenvolvimento, novos testes biológicos são realizados, mas agora incluindo pragas ou patógenos nas plantas. Neste momento, é verificado o potencial bioquímico dos novos compostos.
 
Seleção
As moléculas com potencial são testadas intensivamente nas plantas, nos insetos e nos fungos em condições semelhantes às das lavouras. Tudo é feito em estufas que permitem simular diferentes condições climáticas.
 
Desenvolvimento
O perfil biológico do defensivo é desenvolvido através de testes utilizando formulações otimizadas do produto, puro e composto. Sua performance biológica é avaliada e os últimos testes práticos, em larga escala, são realizados.
 
Registro

Em um primeiro momento, os produtos necessitam do Registro Especial Temporário (RET) para a realização dos ensaios experimentais. Estes ensaios podem ser feitos pela empresa registrante ou por entidades de pesquisa independentes. Os dados são submetidos para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e para o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) que avaliam todas estas informações. Caso estes órgãos aprovem o dossiê submetido, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) concede o registro do produto para início da comercialização.