Como é produzido um defensivo agrícola?

Os defensivos agrícolas têm um dos processos de regulamentação e aprovação mais rígidos do mundo. Existem, atualmente, diversos tratados internacionais que regulam o desenvolvimento, produção e comercialização desses produtos. 
No Brasil, a Andef e suas associadas atuam, por meio de suas áreas de Regulamentação Federal e Estadual, de forma a harmonizar os rigorosos requerimentos científicos de ordem agronômica, ambiental e toxicológica.
 
Pré-screening
Você já se perguntou como é o processo de fabricação de um defensivo agrícola? Então vamos lá: o processo de regulamentação e aprovação de defensivos é um dos mais rígidos e complexos do mundo. O primeiro momento da produção, chamado de pré-screening, é quando são estudadas as moléculas e identificados novos princípios ativos. 
 
Screening
Seguindo o processo de desenvolvimento de um defensivo agrícola, passamos ao screening, quando novos testes biológicos são realizados. Neste momento, é verificado o potencial bioquímico dos novos compostos, bem como são conduzidos estudos toxicológicos e ecotoxicológicos preliminares.
 
Seleção
Após screening, acontece a seleção que é o momento em que as moléculas com menor potencial e as que consideradas inseguras são descartadas, visando garantir a eficácia biológica e a segurança do futuro produto.
 
Desenvolvimento
Após as seleções, o perfil biológico do defensivo é definido e desenvolvido através de testes utilizando formulações otimizadas do produto, puro e composto. Sua performance biológica é avaliada em estufas que permitem simular diferentes condições climáticas.
Identificados os melhores produtos, novos testes são realizados em larga escala, para verificar a atuação do produto nas plantas daninhas, nos insetos e nos fungos em condições semelhantes às das lavouras. 
Também são refinados os testes de segurança do produto, para aumentar ainda mais a confiabilidade do produto.
 
Registro

Defensivo definido, partimos para o registro. Os dados que comprovam a eficácia e praticabilidade agronômica do novo defensivo agrícola, bem como sua segurança ao aplicador, consumidor de alimentos e ao meio ambiente são submetidos para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e para o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) e ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que avaliam todas estas informações obtidas sob o mais estrito rigor científico. Somente com a concordância dos três órgãos, o Mapa concede o registro do produto para início da comercialização.