Fatos e Mitos

Geração de Conhecimento para a Sociedade

Muito ainda se desconhece a respeito dos avanços tecnológicos obtidos por meio do desenvolvimento de Defensivos Agrícolas seguros para as pessoas e para o meio ambiente, bem como os ganhos de produtividade para a agricultura que eles viabilizam.

Em breve, será necessário alimentar 10 bilhões de habitantes que viverão juntos no planeta terra. Diante deste cenário, todas as formas de produção sustentável são imprescindíveis, especialmente aquelas que utilizam tecnologias capazes de gerar mais produtos com o emprego de menos recursos naturais.

Desmitificar informações e disseminar conhecimentos sobre o que significa o uso consciente e inteligente dos Defensivos Agrícolas têm sido o objetivo da ANDEF ao longo dos últimos anos.

A ciência é a base da evolução da agricultura, pois permite plantar mais sem usar quantidade maior de terras, de forma sustentável, sem prejudicar a saúde e preservando o meio ambiente. Entender um pouco mais sobre o uso, necessidade e resultados relacionados aos Defensivos Agrícolas nos dá subsídios para diferenciar o certo e o errado.

Conheça, a partir de agora, os principais fatos e entenda os mitos criados em torno do uso de Defensivos Agrícolas no Brasil e no mundo.

 

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Como avaliar um praguicida

Orientações sobre como utilizar o conhecimento científico para identificar praguicidas que podem causar câncer, toxicidade sobre a reprodução, sobre o desenvolvimento intrauterino, ou desregulação endócrina em seres humanos.

 
Este trabalho complementa o Documento Guia apresentado pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em agosto de 2012, por ocasião da publicação da CP 02/2011, em substituição a Portaria 03 de 16 de janeiro de 1992. O documento foi elaborado em consonância com as discussões técnicas que ocorreram em Brasília durante o encontro de setembro e outubro do mesmo ano, entre especialistas nacionais, internacionais, representantes do setor regulado e da equipe técnica da Gerência Geral de Toxicologia (GGTOX/ANVISA). Os textos foram elaborados por especialistas e tem como objetivo fornecer informações e ferramentas para definição dos denominados níveis de preocupação (LoC – Level of Concern) toxicológica, avaliando efeitos cancerígenos, toxicidade reprodutiva e para o desenvolvimento e desregulação endócrina, que são observados em ensaios laboratoriais.
 
A avaliação do Risco baseia-se em um processo transparente que suporta o regulador na tomada de decisão frente aos riscos e incertezas estabelecidos. Ao nível das agências reguladoras uma abordagem baseada no risco contribui para a eficiência regulatória, visando ao regulador melhor alocar os recursos, por exemplo, onde o uso é seguro.
 
A identificação e caracterização do perigo, definidas aqui como etapa de avaliação do perigo, são elementos iniciais no processo de avaliação do risco para fins de regulação e posterior tomada de decisão. Nessa etapa é primordial que os níveis de preocupação sejam estabelecidos com base nas informações disponíveis acerca da ação de determinada substância no organismo.
 
A atribuição de níveis de preocupação a determinado produto deve considerar o peso da evidência (WoE) dos resultados obtidos em estudos toxicológicos e a avaliação do conjunto das informações disponíveis sobre o modo de ação (MoA) pelo qual um determinado praguicida provoca efeitos de interesse toxicológico. Deve ainda ser levado em consideração a relevância para o homem do MoA proposto, incluindo aspectos como a plausibilidade biológica e a probabilidade de ocorrência dos efeitos nas condições recomendadas de manuseio e uso dos praguicidas.
 
O objetivo geral de verificação do LoC é determinar o nível de preocupação toxicológica para o homem, que deve ser considerado no processo de avaliação do risco dos praguicidas. A sistematização deste processo assegura uma melhor avaliação da consistência das informações disponíveis e o correto julgamento científico. Como ferramenta para implementação desta abordagem é proposto o seguinte fluxograma:
 
 
O uso deste fluxograma permite assumir diferentes níveis de preocupação, dependendo das informações disponíveis, dos efeitos observados nos estudos, do mecanismo de ação da substância e de seu uso. As informações apresentadas neste Guia complementar ilustram como os diferentes LoCs podem ser identificados de modo claro, utilizando critérios científicos bem estabelecidos, e como isso pode ser usado para subsidiar a estimativa do risco para o homem, nas condições propostas de uso de determinado praguicida.
 
Quando um nível de preocupação é identificado para cada efeito adverso de um produto, a natureza deste efeito e a extensão da exposição humana devem orientar uma ação de regulamentação. Nesta linha, os resultados dos estudos sobre carcinogenicidade, toxicidade reprodutiva, toxicidade para o desenvolvimento intrauterino ou de desregulação endócrina podem levar a nenhum nível de preocupação, a um baixo nível de preocupação ou ainda a um elevado nível de preocupação.
 
Independentemente do nível de preocupação para os efeitos observados, a Avaliação do Risco para saúde humana pode ser aplicada para orientar o uso seguro do praguicida. A mesma pode ser diferentemente desenvolvida, sendo que maior ou menor refinamento deve ser empregado ao processo dependendo do nível de preocupação estabelecido, da seguinte maneira:
 
• Nenhum nível de preocupação – nesse caso, a avaliação de risco é realizada utilizando outros endpoints de toxicidade, diferentes de carcinogenicidade, toxicidade reprodutiva, toxicidade para o desenvolvimento ou desregulação endócrina.
• Baixo nível de preocupação - a avaliação clássica do risco pode ser realizada utilizando o endpoint de toxicidade mais apropriado e aplicando o fator de incerteza conservador de 100X (10x para populações humanas sensíveis [variabilidade intra-espécies] e outros 10X para a possibilidade de os seres humanos serem 10 vezes mais sensíveis do que as espécies testadas mais sensíveis [variabilidade inter-espécies])
• Elevado nível de preocupação - nesse caso, para assegurar a completa proteção da saúde humana, deve ser adotado o refinamento das informações toxicológicas, associando dados de exposição, da toxicocinética, e ou usar metodologias mais sofisticadas para a avaliação do risco, ou fatores adicionais de incerteza, maiores que o convencional de 100x.
 
Existe uma série de abordagens para garantir a proteção da saúde humana que podem ser aplicadas mesmo a compostos químicos que provocam elevado nível de preocupação.
 
Este processo, denominado de “gerenciamento do risco” deve ser empregado nestes casos, levando-se sempre em consideração a plausibilidade das ferramentas propostas. Nesse contexto, a análise risco/benefício deve ser aplicada à fase final do processo de tomada de decisão para regulamentação.
 
Em resumo, esse documento guia descreve um processo (de acordo com o conhecimento científico atual) que pode ser usado para atribuir diferentes níveis de preocupação para os efeitos observados no dossiê toxicológico de um determinado praguicida. Estabelece ainda as linhas gerais para a tomada de decisão regulatória, de forma transparente e suportada cientificamente.
 

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Ciência alimentando o Brasil e o mundo

Proteger a agricultura brasileira e ajudar a construir um planeta sustentável: esta é a missão da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), entidade que representa as indústrias que atuam em pesquisa e desenvolvimento de defensivos agrícolas no país. São empresas que investem fortemente em ciência e inovação e que contribuem para o constante desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

Os defensivos agrícolas são parte importante de um pacote tecnológico que ajudou a transformar a agricultura brasileira nas últimas décadas. Graças à tecnologia aplicada em nossas lavouras, conseguimos ampliar a produção de alimentos sem expandir a área plantada. Para os próximos anos, o desafio é produzir ainda mais, com tecnologia e sustentabilidade, para alimentar um planeta com 9 bilhões de habitantes.
 
Nos últimos 40 anos, o Brasil passou de importador a grande produtor mundial de alimentos. Neste mesmo período, as empresas associadas à Andef desenvolveram inúmeros produtos fundamentais para o crescimento do agronegócio brasileiro. E nesses mesmos laboratórios, neste momento, estão sendo pesquisadas as novas tecnologias que, ao proteger as lavouras do ataque de pragas, doenças e ervas daninhas, farão com que o Brasil aumente ainda mais a sua produção nos próximos anos.
 
É importante lembrar que os defensivos agrícolas registrados no Brasil são totalmente seguros - tanto para o agricultor quanto para o consumidor final. Essa garantia é dada pelo Governo Federal, através dos Ministérios da Agricultura, do Meio Ambiente, por meio do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), e da Saúde, através da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que avaliam longamente um novo produto antes de liberar a sua comercialização.

Revolução Verde

O cientista americano Norman Borlaug fundou as bases da agricultura moderna, chamada Revolução Verde. Com a aplicação da ciência e inovação, Borlaug multiplicou a produção de alimentos magnificamente, e hoje é considerado o homem que mais salvou vidas na história da humanidade, razão pela qual ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1970. O que alguns não sabem é que Borlaug, morto em 2009, admirava profundamente a Revolução Verde feita no Brasil nos últimos 40 anos.

Estimativas da FAO indicam que será preciso aumentar a produção mundial de grãos em 60% para alimentar toda a população do planeta em 2050. E se queremos vencer este desafio, precisamos entender melhor a nossa própria história e conhecer os nossos heróis. Nas escolas brasileiras, aprendemos sobre a história de diversos personagens estrangeiros, mas não nos ensinam quem foram os brasileiros que ajudaram o País a revolucionar sua produção de alimentos e se tornar uma referência global em produzir e preservar.

 

Desde de 2013, o Fórum Inovação, Agricultura e Alimentos passou a homenagear os heróis da Revolução Verde brasileira. São produtores, cientistas, pesquisadores, homens e mulheres que semeiam um Brasil capaz de alimentar a si mesmo e a boa parte do planeta, com muito estudo, ciência e inovação.

 

Conheça os dez heróis da Revolução Verde brasileira homenageados em 2015: www.revolucaoverde.org

ANDEF Educação - Balanço de Atividades 2011

Por ANDEFedu em 08/10/2012 às 15:16

Um ano espetacular para a ANDEF e para a agricultura brasileira, em que celebramos recordes muito importantes no apoio ao produtor rural e no desenvolvimento da agricultura brasileira de um modo geral.

Estamos muito felizes com os resultados alcançados. Esperamos que os leitores deste balanço de atividades concordem conosco e nos apoiem para realizarmos ainda mais no próximo ano.

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